segunda-feira, 29 de março de 2010

Sem Despedida

Esperar que meus minutos passassem, e que minha angústia solitária saciasse, extrairiam doces lágrimas do outono passado, desde quando não pude te impedir de ir embora.
Não sei do tempo que lhe resta, nem do que me contesta.
De certa forma fui injusta e egoísta, pois não me cabia a quantidade de teus sentimentos, tão reais.
Vovó Lila havia me ensinado a não crer em palavras primárias, e sim em atitudes do amanhã, tola sem experiências, me permeti acreditar, e acreditaria em tuas bobas mentiras se me dissesse que sempre foram verdades.
Se soubesses o quanto pedi que estivesse contigo até o tempo nos separar, minhas lágrimas seriam de lembranças, mas não foi por querer.
Preparar o chá de camomila ainda faz parte de minha rotina, plantar as tulipas e gardênias me remetem aos dias na praia, o tempo nublado, tão gélido, e você ali, rindo dos meus dedos roxos de frio, me aquecendo com teu forte abraço. O balango da cadeira antiga da tua vó me acolhe, porque sei que tem um pedaço de ti bem ali. O gato vai bem, com greve de fome, creio eu de saudades.
E eu? Acho que aguento, boa viagem.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Forever Young

E como eu queria! Como gostaria de ter tido uma juventude sem burocracias, sem medos.
Mas mesmo assim consigo sentir tanta vontade de gritar para você que sou apaixonada por todos os momentos que me foram destinados.
Todos os aromas, toques, palavras, gestos, sorrisos, desgostos, sussurros, mentiras, expectativas, vontades, desejos, decepções, beijos, lágrimas e desesperos.
Dentre eles não são vestígios e nem lembranças, sou eu.
Deixaria tudo de lado para que meu instinto pudesse fluir, me entregaria a um ponto expressivo sem timidez, onde fechar os olhos e deitar na areia salgada fosse o suficiente.
Seria tudo tão sereno, tão intenso;
Ter a prudência de saborear momentos tão doces sem precisar despertar, sem imprevistos.
Isso para mim seria vida, mas o problema é que nasci na data errada.

terça-feira, 16 de março de 2010

falta pouco para muito.

há pouco tempo comecei a resentir meus intuitos,
e meus desejos me reencontraram, o que já era hora.
durante seis dias descansei meu corpo em uma fadiga excessiva,
sem procedência;
estou criando um bebê,
onde deposito esperança, medo, vontade e inúmeras ânsias.
adoraria se fosse o suficiente, mas é preciso nutri-lo.

antigamente a solidão me chateava de maneiras brutais, hoje nem tanto;
pois eu sei, que é mais passageira do que minhas neutras implicâncias.

conheço pouco do meu ego, e o que me acalma é a própria calma.
minhas lembranças me dão vitalidade, vontade e a liberdade em poder agir de uma maneira singular, sem receios.
sinto muito e não sei o que fazer, esmero por atitudes inesperadas.